segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

2010 - O caminho continua...




"Embora não tenha que se manifestar, o invisível pode surgir em qualquer lugar, a qualquer tempo, por meio de qualquer um, desde que as condições sejam propícias. Não há razão para reproduzir os rituais sagrados do passado se eles não parecem nos conduzir ao invisível. Só a consciência do presente pode nos ajudar... Quem anseia pelo sagrado deve procurar com atenção." (Peter Brook)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009



Foto: Suelen Carneiro



Fotos feitas por Loucas

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Apresentação "Fenda do Asfalto" no Festival de Cultura do Paraná 2009







II intervenção Labiríntica





Sobre os Labiríntos que se erguem

“Existe um risco nisso tudo, mas acho que nas circunstâncias atuais vale a pena corrê-lo. Não creio que consigamos reavivar o estado de coisas em que vivemos e não acredito nem mesmo que valha a pena apegar-se a essa idéia; Mas proponho alguma coisa pra sair do marasmo, ao invés de continuar a gemer diante desse marasmo e desse tédio, diante da inércia e da imbecilidade de tudo.”
(Antonin Artaud)


Parece-nos claro o quanto estudar nos alimenta. Buscar referências, e, às vezes, até mesmo "palavrificação" para os nossos sonhos, sensações, suspeitas. Ver no outro a clarificação de algumas confusões mentais, clarear e confirmar os instintos...

A simbologia do LABIRÍNTO, a Merkaba, o Butoh, as frequências sonoras, a física quântica, as reflexões do Artaud, as experiências de exaustão física, a dureza de algumas imagens e a MÚSICA, são elementos que magneticamente se convergiram até esse nosso centro nervoso de BUSCA.

O que todas essas coisas podem representar artisticamente para nós? Qual força ou aspecto em comum há entre elas? O que nos interessa enquanto pesquisa pessoal e enquanto coletivo que pretende estabelecer COMUNICAÇÃO com a SOCIEDADE?

A partir disso, e do que mais se convergir, qual linha escolhemos traçar?

Não há dúvida de que nossa pesquisa está encharcada de metafísica, abstrações, subjetividades em tormenta, intelectualismos, teorias e tratados. A árdua tarefa é transpor significativamente tais elementos e questões para o corpo e o som, de forma a causar identificação e/ou envolvimento nos que presenciam. Porém, isso não quer dizer que o que criarmos tenha de ser entendido racionalmente, nem, em contraposição a isso, tenha de ser, voraz e arrebatadoramente, pura e simplesmente, sensorial, a ponto de que nenhuma leitura cotidiana possa ser feita.

Os fragmentos estão sendo lançados com a clareza sobre a necessidade de que, independentemente, de escolhas estéticas e temáticas, o que não se pode perder de vista é algo que nos reveste e nos constrói, é aquela névoa que nos atravessa por conseguirmos, a partir da assimilação do exterior, movermo-nos primeiro internamente.
Como se as víceras estivessem sendo reviradas, e as mesmas distorções sonoras de cordas, pedais, tambores, pratos e imagens soassem nos membros, de corpos que buscam uma tempestade física. De modo que possam ser entrecortados e permeados ora por uma brutalidade animalesca, ora por sutilezas, silêncios e simplicidades. Caminhar pelo fio tênue que separa, ao mesmo tempo em que interliga a "normalidade" transitória de gestos e ações do cotidiano, a bestialidade existente nas subjetividades em tormenta dos corpos.

(Karla Maria Passos)